Hoje, estou num naqueles agradáveis dias.
Estou farta de me esforçar para ser alguém que não consigo ser.
Estou farta de pensar em todos os outros menos em mim.
A razão porque já não consigo descobrir o meu verdadeiro "eu", escutar a minha voz interior, é simples: o eu, a voz, a minha essência, foi ignorada, abafada, mutilada, espezinhada por todos os outros, tanto que agora, por muito que queira, deseje e tente, não consigo encontrar nada. Olho para dentro de mim, e só há um grandessíssimo vazio.
Depois também é agradável levar um metafórico chuto no rabo das pessoas pelas quais me perdi.
Como se aquilo porque eu passei, e consequentemente aquilo que estou a passar, não chegasse e agora sentem-se na obrigação de me ver ainda mais miserável.
E neste momento, vejo-me na beira de um abismo. Sei que não salto, e que nunca terei a coragem de saltar. Mas isso não impede que eu deseje que venha um vento mais forte e o faça por mim.
Tal como eu sei que nunca me hei de tornar prioridade na vida de ninguém, que isso a que chamam de amor venha chegar até mim. Mas isso não impede que eu deseje que venha alguém e me faça mudar de ideias.
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1 comment:
*super evil stare* (a dobrar)
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