Pessoal que eventualmente leia isto, vamos lá ver uma coisa: quem, como eu, já está farto de textos repletos de chachada sentimentalona pseudo-romântica que reflectem bastante "emosidade" e evidente falta de actividade sexual?
Pois é... A minha vista acaba de ficar ainda mais desfocada após ler um testamento de características iguais às expressas acima, tudo em fonte Lucida Handwriting e, suspeito, a Itálico.
Mas para além da pobre escolha do grafismo da "obra", o que mais faz com que o encontro da palma da minha mão e a minha cara ocorra mais frequentemente é o seu conteúdo (or lack there of).
Se uma pessoa quer escrever um tema tão batido como a pessoa sem punhos, deveria tentar uma abordagem um pouco mais original. O amor, as coisas más da vida, o afecto, e tal e coiso, são temáticas que gastaram rios de tinta, tinta essa mais mal que bem desperdiçada. Não é escrever texto repleto de falsa mágoa com palavreado caro que faz dele um bom texto, ou do autor um bom escritor.
O que faz de um texto um bom texto é, na minha opinião, a simplicidade com que ocorre o sentimento de identificação do leitor com as palavras que lê (que pode ocorrer com palavras caras, ou não). E com identificação, não quero dizer que as pessoas só gostam de ler textos e artigos que vão de encontro aos seus gostos. Pode muito bem gostar-se de um artigo que apresente argumentos opostos àqueles que defendemos, embora seja mais provável que prefiramos (isto está bem escrito?) um que defenda o mesmo que nós. Bem, esta identificação é algo subjectivo, mas acho que quem sabe apreciar um texto consegue perceber aonde quero chegar.
Mas enfim, para concluir, quero apenas deixar a seguinte mensagem aos potenciais escritores do futuro:
Por favor, tentem libertar frustrações antes de escreverem. E se ainda assim, escreverem e publicarem o que escrevem na World Wide Web, sujeitem-se à opinião de estranhos. Nem todos são vossos amigos e são "obrigados" a gostar. Respeitem a opinião de quem se dá ao trabalho de ler a merda que publicam e ainda se presta a comentar na esperança que em vós se incida um raio de luz que traga bom gosto e melhor uso do Português.
Tenho dito.
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