Maneiras que os últimos dias (semanas? meses?) não têm sido lá grande coisa. Enfim...
Apetece-me escrever apenas porque sim.
Porque quero?
Porque preciso?
Porque não tenho grande coisa para fazer?
Sim.
Como alguns já sabem, a minha família sofreu um golpe da vida bastante maganinho. Não mesmo directamente, mas ainda assim afectou bastante.
Devo confessar que ver uma pessoa da nossa própria idade num caixão é algo que mexe connosco. Não me relacionava com ela, não gostava particularmente dela, e isso era mais que recíproco. Ainda assim, faz-nos pensar.
Ela tinha 21 anos.
Estava a tirar o curso de Medicina.
Tinha amigos, namorado, uma família que a adorava.
Tinha sentido de aventura e coragem, isso permitiu que tirasse o melhor partido da sua curta vida.
E eu penso...
Vou fazer 21 anos.
Tecnicamente, não estou em curso nenhum, nem sei o que quero fazer particularmente da vida.
Tenho amigos, indispensáveis, uma família pequena e que adoro. Namorados, para mim agora é dispensável.
Sou medrosa. Não consigo tirar partido nenhum da vida por um medo irracional que se apodera de mim. Deixo as coisas andar e habituo-me a elas, embora isso me faça mal. Tenho medo de lutar, porque tenho medo de falhar. E fico nesta agonia auto-imposta e aqui me deixo a marinar, sem saber o que fazer ou dizer. Sinto-me ridícula porque acho que a minha felicidade não é algo porque valha a pena lutar.
Se fosse eu naquele caixão? O que poderia dizer eu que alcancei, que concretizei?...
Apetece-me escrever apenas porque sim.
Porque quero?
Porque preciso?
Porque não tenho grande coisa para fazer?
Sim.
Como alguns já sabem, a minha família sofreu um golpe da vida bastante maganinho. Não mesmo directamente, mas ainda assim afectou bastante.
Devo confessar que ver uma pessoa da nossa própria idade num caixão é algo que mexe connosco. Não me relacionava com ela, não gostava particularmente dela, e isso era mais que recíproco. Ainda assim, faz-nos pensar.
Ela tinha 21 anos.
Estava a tirar o curso de Medicina.
Tinha amigos, namorado, uma família que a adorava.
Tinha sentido de aventura e coragem, isso permitiu que tirasse o melhor partido da sua curta vida.
E eu penso...
Vou fazer 21 anos.
Tecnicamente, não estou em curso nenhum, nem sei o que quero fazer particularmente da vida.
Tenho amigos, indispensáveis, uma família pequena e que adoro. Namorados, para mim agora é dispensável.
Sou medrosa. Não consigo tirar partido nenhum da vida por um medo irracional que se apodera de mim. Deixo as coisas andar e habituo-me a elas, embora isso me faça mal. Tenho medo de lutar, porque tenho medo de falhar. E fico nesta agonia auto-imposta e aqui me deixo a marinar, sem saber o que fazer ou dizer. Sinto-me ridícula porque acho que a minha felicidade não é algo porque valha a pena lutar.
Se fosse eu naquele caixão? O que poderia dizer eu que alcancei, que concretizei?...

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