[Já escrevi isto há algum tempinho...]
De facto, sou muito parva.
A tua indiferença magoa-me. Muito mesmo.
Gostava de saber porque aqueles a quem eu devia ser especial sentem que eu não sou merecedora deles.
Merecedora do seu tempo, das suas palavras, do seu olhar, da sua honestidade.
Eu já tinha sofrido tanto, mas tinha esquecido. Até foste tu que me ajudaste a acabar de fechar a ferida.
Desta maneira tola e inocente, como se diz que deve ser, eu pensei "Vou conseguir ser feliz". Estava preparada.
Então, começo um novo voo. E então, tu cortas-me as asas. Caio, bato de novo com força no chão, de regresso à realidade.
Abre uma nova ferida. Sofro tudo outra vez, o sangue jorra com força e não tenho forças para o estancar.
De novo, a dor.
De novo, as lágrimas.
De novo, a minha mente que não me dá descanso, pensando, relembrando, imaginando, querendo, esperando.
Mais noites sem dormir, insónias auto-inflingidas pelo meu subconsciente.
Já não o consigo controlar, a minha capacidade de o fazer já se foi há muito tempo.
Os pensamentos correm selvagicamente pela minha cabeça. Não há rédeas que os prendam, e já não há força, nem vontade, para mantê-los presos.
O meu corpo assiste apático a este triste masoquismo da minha alma, à destruição do meu ser, à perdição das minhas résteas de sanidade mental.
Não sabia quem era, e estava perdida.
Continuo sem saber quem sou, e estou cada vez mais perdida.
Merda.
Sunday, May 31, 2009
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1 comment:
:( oh poor doggie... Hey, don't give up... Lembra-te da filosofia xD.
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